domingo, 30 de agosto de 2015

Decifrando o Canadá - Amigos para sempre...

     Se tem uma coisa boa nessa vida é conhecer gente nova e fazer amizades. Já sentiu aquela estranha sensação de ter sido sempre amiga daquela pessoa que você conheceu tem pouco tempo? Pois então, é exatamente isso que eu sinto com algumas pessoas que convivi aqui no Canadá.
     As aulas acabaram, eu já recebi meu diploma de inglês, mas não foi somente um idioma que eu aprendi nessa viagem. Eu aprendi várias culturas diferentes e também reforcei aquele velho ditado "Não julgue um livro pela capa" ou em outras palavras, não julgue uma pessoa pelo país de origem.
     Aprendi muito com meus amigos japoneses, coreanos, chineses, árabes, espanhóis... E com os professores também, é claro.
     Agora bateu uma saudade desse povo! Amanhã não vou me preparar para contar o que eu fiz no final de semana. Estou levemente deprimida, mas quando eu penso que logo mais irei abraçar minha filha, a tristeza vai embora.
     Os amigos que eu fiz, espero manter contato, a internet está aí para isso. Também espero um dia poder encontrá-los novamente e ganhar um abraço apertado do jeitinho brasileiro. Vocês sabem como é complicado para certas culturas o contato físico, então, eu me sinto super privilegiada de ter conquistado a confiança e o carinho deles e recebido abraços e "I love you 'Mira'...".











segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Decifrando o Canadá - Passeando sem rumo pela cidade

       A melhor coisa de se fazer em uma cidade nova é... se perder pelas ruas da cidade. É eu gosto de andar sem rumo por aí descobrindo coisas novas, sem ter aquela pira de ir em todos os pontos turísticos que as pessoas falam que é imperdível. É claro que os pontos turísticos são incríveis, mas achar algo novo é a melhor parte de uma aventura em um país novo.
       E eu gosto mesmo é de bater perna por aí e achar lugar diferente (de preferência mais barato, mas com qualidade, obviamente). E eu achei lugares diferentes? É achei uns cantinhos legais que não vi em mapa de guia turístico da cidade.
       Vancouver é uma cidade turística, então é normal os preços serem mais salgados em alguns lugares. Só que se você for insistente, vai achar lojinhas com preços bons. Comida é algo que não dá para baixar a qualidade, pois minha barriguinha linda não se deu bem com algumas comidas diferentes. (Pausa para risos histéricos, tô falando do meu intestino no blog). Então para comer, não tenho dó de pagar mais caro por coisas que realmente são boas. Eu encontrei lugares de boa qualidade e preço mais justo em Downtown, meu lugar preferido é o Tim Hortons. Tem café da manhã, lanche para o almoço (é, Canadenses comem salada e sanduíche no almoço), donuts, café, tem tudo que a gente gosta. E tem loja do Tim Hostons EM TODO LUGAR DESSA CIDADE MARAVILHOSA. Amém!




       Ai que delícia é viver.
       Eu estava passeando pela 4th Avenue e encontrei dois lugares interessantes para mostrar.
       O primeiro é uma loja de quadrinhos, The Comicshop. Sem grandes novidades até aí, mas quando entrei fiquei tão emocionada que tinha esquecido que sou pobre e não poderia levar tudo o que eu queria. Encontrei as melhores figures da Mulher Maravilha. Desculpe não tirei fotos pois pegava mal sair clicando tudo e não levar nada. Na verdade compramos um volume de Adventure Time (que eu não achei no Brasil) e um Darkwing Duck que eu também nunca vi no Brasil.
        O segundo lugar foi um templo, não daqueles que você entra para fazer uma oração. É mais uma coisa que você nunca viu na vida e quase chora de emoção. Uma loja de jogos de tabuleiros, RPG e tudo o que você pode imaginar. A Drexoll Games é um lugar que eu preciso voltar e torrar meu salário com gosto. Tinha uma galera jogando quando entramos na loja, e não queríamos sair nunca mais. Não rolou presente nessa loja, mas eu estou cogitando a possibilidade de voltar lá para pegar um Jogo de trem.





segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Decifrando o Canadá - Comida boa faz a gente engordar

       Essa é a parte que a minha mãe pira e fica nervosa vendo o tanto de calorias que eu estou consumindo. Mas vou dizer uma coisa: EU TO TÃO FELIZ.
        Aqui no Canadá é bem parecido com os filmes da Sessão da Tarde, pessoal leva para o almoço um sanduíche de pasta de amendoim ou come uma saladinha, ou eu não sei. Sério, não sei como esse povo aguenta comer só uma salada no almoço. É por isso que o jantar aqui é 17:30 ou 18:00.
       E aí? Na hora do almoço não temos muitas opções, quero dizer, até temos, mas a maioria é tudo fast food. Os restaurantes são mais caros, mas também são aqueles restaurantes que tem pratos chiques, e no fim, você sai de lá com mais fome de quando entrou.
       POR ISSO, para brasileiros e os hermanos (incluindo aqui os Mexicanos e Espanhóis da escola, pois eles são que nem a gente na hora de comer, dá uma saudade do arroz com carne e batata) a hora do almoço é o momento para 'caçar' algo que sustenta a gente até o horário de chegar em casa.
       Selecionei alguma fotos bonitas dos lanches que meu marido e eu caçamos pela cidade. Na lista que eu fiz sobre "Comidas para experimentar em Vancouver" ainda falta muita coisa, acho que vou voltar girando para o Brasil.



       New York Fries: Olha esse copo cheio de batata, muito saudável. (Meu marido de modelo)
O cachorro quente daqui é assim mesmo, não tem purê de batata, nem ovo de codorna, nem molho de carne. Mas o pão é muito bom, sem falar na salsicha. Não é como a nossa, ela é mágica, vem do paraíso das salsichas que ficam boas com qualquer coisa. (Eu adicionei ketchup e mostarda na hora de comer.)




       A & W: O que falar desse fast food que conheci 2 semanas atrás e já considero pacas? É um preço camarada, o lanche é uma delícia, tem gente simpática que entende seu inglês torto. Tem um restaurante A & W em todos os lugares que você for em Vancouver, é lindo, é amistoso, é gostoso.




       Red Robin: O lugar é tão bom que voltamos lá para tirar mais foto :x (aham sim, claro)
O lugar é agradável, as pessoas que trabalham lá são gentis, a comida é boa e muito bem feita. A batata frita chega pegando fogo de tão quente. Sem falar naquela torre de anéis de cebola, eu me queimei porque estava quente. Sim, sou dessas desesperadas que sempre causa confusão.






       Pizza Hut: Eu tinha que experimentar uma pizza da Pizza Hut. Precisava saber se tem o mesmo gosto que as do Brasil. Essa da foto pelo menos tem. Lugarzinho muito legal para sentar e comer, estava vazio no horário que fomos, melhor assim, ninguém fica olhando para a louca falando em outra língua e tirando foto de tudo hehehe.



       Uvas??? Como assim?
Uvas sem caroço *-* achamos no supermercados e ficamos saltitando de alegria (se meu marido ler isso vai mandar eu apagar), enfim... quando saímos para longas jornadas, levamos água e uva. Senão a gente morre no meio do caminho desidratados e famintos. E ninguém aguenta andar depois de comer um hamburgão haha.

Eu encontrei no meu celular muita foto de comida que daria para publicar um livro de ... fotos de comida '-'. Vou falar de comida mais vezes, pois é a parte mais divertida da viagem, porque sim. Da próxima vou falar sobre as sobremesas. Yey!

sábado, 15 de agosto de 2015

Decifrando Canadá - Ensinando onde fica o Brasil

(Gastown - Vancouver)


É minha gente, o Brasil é um país ENORME, e bem visível no mapa. Certo? Sim, claro.
Mas e se eu te disser que conheci uma pessoa que não sabia onde era o Brasil? Claro, tudo bem, até porque ninguém é obrigado a ficar decorando o nome dos países. Mas os grandões a gente acaba olhando o nome, não é? Quando eu era mais nova (e não existia o google maps) eu passava horas olhando país por país no Atlas. E os que chamavam a atenção, quais eram? Rússia, Canadá, Estados Unidos, Brasil, China. Não tem como não ver!


Mas porque eu estou falando disso? Pois conhecia uma jovem chamada Meiman (ela me disse que eu podia chamá-la de Mei, e eu achei o máximo pois sei que é uma forma de amigos íntimos se tratarem lá. Caiu uma lágrima.) Enfim, no dia que conheci a Mei ela estava muito perdida, era o primeiro dia de aula dela, e eu passei pela mesma dificuldade de tentar entender outra pessoa falando inglês (bem difícil compreender alguns chineses e Coreanos). A primeira coisa que falei para Mei foi meu nome, bem alto e claro, pois eles tem problemas com o Camila. Falavam Ká mi rá, agora falam certo.
Claro que disse que ela podia me chamar de Milla. (Yey! Amigas. Agora todos me chamam de Mira KKKKKKKKK pausa para riso), logo depois fiz o básico de uma apresentação “I’m from Brazil!”.

A cara dela foi de “hã?”. Então eu pensei que ela não tinha entendido, e repeti pausadamente. Ela continuou sem entender. Então eu abri o Google Maps e mostrei para ela onde era meu país. A reação dela foi igual a de Cristóvão Colombo quando descobriu a América.
Eu achei que ela só não sabia o nome do local, então eu perguntei “Você conhece o Brasil? Já ouviu falar no meu país?”, ela respondeu “Não.”. Ela perguntou se eu conhecia a China, e eu disse tudo o que eu sabia sobre a China, ela entendeu pois ela comentou sobre os lugares que eu falei e deu um baita sorrisão.
Então eu fiquei com essa cena na cabeça durante o dia todo. Uma pessoa de 19 anos, que veio da China, não sabia o que era Brasil, não conhecia Amazônia, nem num ouviu falar dos clássicos “Pelé, Ronaldinho, Futebol, Copa do Mundo”. Mas a Mei é uma garota muito simpática, gosto de conversar com ela… aliás… eu gosto de conversar com todo mundo de várias partes do mundo.


Como eu disse, é complicado entender alguns alunos chineses e coreanos, mas não impossível. A escola possui muito, MUITOS, muitos alunos asiáticos. Quando você fala inglês com alguém do mesmo país que vocês, é muito mais fácil entender o que a pessoa fala. Isso acontece comigo também, quando eu converso com a galera do Brasil, não sinto dificuldades em entender o que eles dizem. AÍ que mora o perigo, pois você precisa treinar seu ouvido pra entender o inglês de todas as pessoas. E por isso você precisa conversar com outros estudantes de outras nacionalidades. Na minha terceira aula (são 3 por dia), eu sou a única pessoa de nacionalidade “diferente”, junto com a galera do Japão, China e Coreia do Sul. E aí? A conversa complica as vezes. Eu gosto de conversar com todo mundo, não formo panelinha (até pq é uma coisa infantil e sem sentido fazer panelinha num intercâmbio :v).

Enfim, o dia que eu entender o que o Yuan Gao (colega de turma, da China) fala com exatidão, vai escorrer uma lágrima de emoção. E também o meu professor Adam, ele nasceu no EUA (Idaho), a maneira que ele conversa com os amigos e familiares é diferente de quando da aula, as vezes ele fala de maneira normal (muito rápido), eu fico com cara de paisagem. Mas duas semanas de aulas já foram suficientes para eu conseguir compreender as piadas que ele conta muito rápido. Mas quando é que eu vou falar as coisas boas de Vancouver? COMIDA No próximo post eu vou falar sobre umas delícias que comi aqui.

Site da escola que eu estou estudando.
Fotografias aleatórias que eu tirei da cidade.

(Chinatown - Vancouver)

Ps.: Em Chinatown não tem só chines xD 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Decifrando Canadá - Intercâmbio e experiências



Essa é uma parte do Blog que eu (Camila, Hi! Nice to meet you.) vou falar sobre a experiência de passar um mês em outro país.
O Canadá é um grande país da América do Norte, todos sabem disso espero. Maaaas, mais do que falar sobre a geografia do país, eu quero relatar a minha experiência. Pessoas, lugares, comidas, passeios, comidas, carros, comidas, paisagens, comidas.



Neste momento estou na província de British Columbia, para os íntimos B.C. Mais precisamente na cidade de Vancouver. Para chegar aqui foi uma verdadeira viagem. Ohhh não diga?
Embarcamos (meu marido veio junto) no Rio de Janeiro, a viagem durou mil anos... ok, só parecia mil anos. Cruzamos o Brasil, depois um gostinho da América Central, EUA e finalmente Toronto. MAS, ainda rolou uma conexão de Toronto para Vancouver. depois de 14 horas e meia conseguimos respirar ar puro do lado de fora do aeroporto.
Mas o que eu vim fazer aqui além de estudar inglês?
Eu vim/vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance (e do meu bolso).




Ao longo dos dias, quando eu tiver um tempinho, vou publicar minhas experiências. Vou ser bem rápida, nada de fazer análises num textão enorme. Minha intensão é criar uma publicação divertida e rápida para mostrar para vocês coisas diferentes (ou nem tanto) que acontecem comigo e que eu vejo.
No próximo post eu vou contar como é ser uma estrela. Ah! Sim, a galera adora falar com um brasileiro. Porém… eu conheci alguém que nunca ouviu falar no Brasil, nem sabia onde ficava no mapa. Então, até o próximo.




(As fotografias foram tiradas por mim)