sábado, 11 de janeiro de 2014

Decifrando o Rio de Janeiro: Aterro do Flamengo (Parte 1)

O parque dos gatinhos, é um jeitinho carinhoso da minha filha chamar uma área específica do grande Aterro do Flamengo. 

O parque estende-se do Aeroporto Santos-Dumont, no bairro do Centro, ao início da Praia de Botafogo, na zona sul, possuindo duas áreas distintas: a primeira no bairro da Glória sedia o Museu de Arte Moderna (MAM), o Monumento Aos Mortos da II Guerra Mundial, a Marina da Glória, o Memorial Getúlio Vargas, o Cine Glória, o Monumento à Estácio de Sá, a casa de shows Vivo Rio, a Avenida Infante D. Henrique, um restaurante e a pequena Praia da Glória, essa região é chamada Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, o qual é o nome oficial do complexo. A segunda, separada da primeira por um pequeno quebra-mar localiza-se no bairro do Flamengo, e possui quadras destinadas à prática de esportes, o Museu Carmen Miranda, a Avenida das Nações Unidas e a Praia do Flamengo, sendo chamada propiamente de Parque do Flamengo. Em sua configuração atual, o parque foi inaugurado em 1965, com 1 200 000 metros quadrados. – Wikipédia.


Por todo o aterro você encontra animais abandonados, uma triste realidade que ocorre em qualquer cidade do mundo. Nesse local em especial, próximo ao Palácio do Catete, fica uma área onde muitos gatos vivem. Eu costumo ir lá passear com minha filha de manhã ou a tarde. Infelizmente aquela área esta um pouco abandonada. Talvez seja pelos moradores de rua que habitam ali. Afinal, é um parque aberto.
Eu não deixo de visitar o local por esse motivo. Nunca me desrespeitaram ou incomodaram, são pessoas como nós e quando você dá um simples “Bom dia” ou “Boa tarde” a sensação que tem é que eles se sentem reais e não fantasmas ignorados por todos.

Mas o objetivo desse texto não é esse, vamos falar dos gatinhos. (Felinos minha paixão, junto com coelhos)
Algumas pessoas costumam dar comida para os gatos, levar água e até mesmo alguns são levados ao veterinário. Os que podem, levam para casa. Eu bem queria pegar um, mas no momento to impossibilitada de adotar um animal de estimação. E é por isso que eu gosto de ir lá. Minha filha brinca com eles, e quando podemos, levamos ração também. É uma forma pequena, mas importante, de ajudar os animais. (Antes do discurso, nós ajudamos “homens” e “gatos”, até porque eu não acho que uma espécie é melhor do que a outra.)
Muitos gatos estão machucados. Conversei com uma senhora que todos os dias vai lá cuidar deles. Ela mesma leva os bichos no veterinário, mas não tem condições de manter em seu apartamento todos aqueles bichinhos. A senhora me contou que um dos gatos teve seus olhos queimados. Muitos filhotes abandonados e outros maltratados, chegam ali só para morrer. Meu coração deu um nó. Ela disse também que algumas fêmeas são castradas.
Alguns gatos são ariscos, até compreendo, pois passaram por situações desagradáveis. Outros são muito manhosos e adoram um carinho.

Algumas fotografias tiradas no local:








(Esse é o gato com os olhos queimados)



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Sabe porque a galinha atravessou a rua?
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