domingo, 14 de abril de 2013

Resenha: Percy Jackson e os Olimpianos


Autor: Rick Riordan
Gêneros: Fantasia, Aventura
Lançamento do primeiro livro no Brasil: 21/11/2008









Um breve começo...
Finalmente, depois de anos, eu me rendi a saga de Percy Jackson e os Olimpianos. O primeiro livro eu li em menos de 12 horas. E quando terminei pensei: Mas porque eu não li isso antes?
Não sei, às vezes você simplesmente não está pronto ou não se sente motivado para uma determinada história. Acho que todo mundo já passou por isso, seja com livros, músicas, filmes... animes.
Os quatro últimos livros eu li essa semana, todos em tempo recorde.
Mas o que esse livro infanto juvenil tem de tão bom?
Eu tenho várias teorias. Conheço pessoas que amam, e aquelas que não gostaram tanto, e também as que ainda não se sentiram motivados a ler e conhecer.
Então, depois de ler, eu fiz o que qualquer leitor faria: fuçar a vida do autor.
Rick Riordan é professor de Inglês e História. Mas agora ele se dedica a seus livros, claro.
Ele contava histórias para o filho antes dele dormir. Diz que assim nasceu Percy Jackson. Eu fico aqui me perguntando se algumas das histórias que conto para a minha filha será de ajuda no futuro.
Riordan também escreveu outros livros e meu queixo caiu quando eu vi que um deles falava sobre Egito. É especialmente uma das minhas paixões históricas, estou ansiosa para ler As Crônicas dos Kane.


A Saga

A saga Percy Jackson e os Olimpianos possui cinco livros. Ela conta a trajetória de Percy Jackson, o meio-sangue filho do Deus dos mares Poseidon e Sally Jackson, uma mortal. Como na mitologia grega, os deuses do Olimpo ainda estão presentes no mundo atual, e claro, procriando. Percy é um rapaz de doze anos que tem dislexia e TDAH (transtorno do déficit de atenção-hiperatividade). Ele possui um currículo escolar muito ruim, todos os anos muda de escola. Coisas estranhas sempre acontecem, ate que descobre que é um meio-sangue, quando sua professora de matemática tenta matá-lo. E não é na prova final de matemática, é virando um monstro mesmo. Ele é salvo graças a uma caneta, presente de seu pai. (Como assim uma caneta!!!!)
A partir de então, Percy descobre que o Olimpo é real, e que eles residem em Nova Iorque, mais especificamente no Empire State, seiscentésimo andar.
Percy então é escoltado para o Acampamento Meio-sangue, pelo amigo
Grover, um sátiro. (Sátiro é um ser da natureza, metade homem, e metade bode. Grover é um dos meus favoritos de toda a saga)
O acampamento Meio-sangue fica após uma colina e possui barreiras mágicas de proteção, mantendo monstros e mortais afastados. Lá é onde as crianças dos deuses recebem treinamento e ajuda. Passam o verão e algumas vivem lá o ano todo por não ter para onde ir.
Os deuses gregos aparecem adaptados para o mundo atual, o que proporciona muita risada. Imagine o deus do vinho, Dionísio, jogando Pac Man e bebendo Diet Coke. São cenas como essa que te fez devorar o livro.
Assim como na mitologia, os filhos dos deuses, possam por treinamento, e por provações dos deuses. E são bem legais, falando de um modo mais simples. Existe uma grande profecia que só é revelada no último livro, O Último Olimpiano. A única coisa que sabemos é que, por conta dessa profecia, os três grandes deuses (Zeus, Poseidon e Hades) fizeram um juramento de não ter filhos com mortais. Ou seja, nada de pular a cerca.
Mas espera, o Percy é filho de Poseidon. Sim, que coisa. Poseidon quebrou sua promessa e pulou a cerca. Manteve o filho em segredo por alguns anos, até quando precisou da ajuda dele.
Isso leva a outra parte interessante da história que é importante para os acontecimentos futuros. Cada meio-sangue é reclamado pelo seu pai ou mãe, os deuses do Olimpo.
Mas nem todos são reclamados. Muitas crianças passam suas vidas sem saber quem é seu verdadeiro pai e mãe. Logo no primeiro livro, quando li sobre isso, fiquei chateada com os deuses. Imagina os filhos deles então?
Rick criou personagens super cativantes, você acaba se apaixonando até pelos vilões.
Uma das coisas que mais gostei também foram as cenas de ação. E são muitas. Percy e os amigos travam lutas com demônios e monstros o tempo todo. O tempo todo há acontecimentos importantes pipocando pelas páginas, que é o que te deixa com os olhos fixados no livro.
A história não fala somente de deuses e profecias, mas esta ligado aos problemas familiares, emocionais e os sonhos de cada um. Os personagens são jovens e já tem um fardo grande nos ombros.
O desfecho da história foi satisfatório. Rick, em uma entrevista, disse que queria ter escrito mais histórias sobre os personagens, que queria utilizar mais histórias mitológicas gregas. Mas ele sempre soube que aquela saga teria apenas cinco livros. O que eu acho legal da parte dele. A história teve um começo, meio e fim. Agora, temos uma nova saga (Os heróis do Olimpo) onde a nova profecia foi revelada e novos personagens foram criados para dar continuidade as aventuras. Estou animada para ler essa saga, mas no momento, quero ficar um pouquinho mais com a narração de Percy na minha cabeça.
Declaro aqui a minha fascinação pela obra de Rick Riordan.

Quando olhei para cima, o sinal já estava desaparecendo, mas ainda pude distinguir o holograma de luz verde, girando e cintilando. Uma lança de três pontas: um tridente. [...]Por toda a minha volta, os campistas começaram a se ajoelhar, até mesmo o chalé de Ares, embora não parecessem muito felizes com isso. [...]Poseidon – disse Quíron. – Senhor dos Terremotos. Portador das Tempestades. Pai dos Cavalos. Salve, Perseu Jackson, Filho do Deus do Mar. (Trecho do primeiro livro: O ladrão de raios)

+1up

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ela não sabe mentir



Maria não sabe mentir.
Maria não sabe mentir para quem ela só espera a verdade.
Mas Maria tem medo da verdade. Porque nem sempre ela é agradável.
A verdade pode magoar, doer e fazer chorar.
Maria quer somente verdades boas.