domingo, 20 de janeiro de 2013

Resenha Marés da Guerra


Há alguns dias passeando por uma livraria encontrei uma pilha de livros na área de lançamentos que fez meu marido e eu quase chorar de emoção.
O motivo de tanta emoção? Este é um dos livros de World of Warcraft. Marés da Guerra, da escritora Christie Golden.
Para quem não conhece, World of Warcraft é um MMORPG. Um jogo online, onde os usuários podem criar personagens e explorar o mundo de Azeroth. Os livros não possuíam ainda uma tradução para o português, mas acho que depois do sucesso de alguns livros sobre jogos, devem ter decidido nos dar esse presente. (Essa não é uma informação confirmada, e sim uma opinião pessoal)
Infelizmente, para quem não conhece o jogo, a leitura inicial é um pouco confusa. Mas após alguns acontecimentos importantes como por exemplo: a Horda marchando em direção a Fortaleza da Guardanorte, o texto torna-se mais compreensível e a cada capítulo você quer ler mais.
Para entender melhor a Horda e a Aliança são rivais no jogo. No livro não seria diferente. A Horda é composta pelas seguintes raças: Orc, goblin, Mortos vivos, Tauren, Troll e Elfos Sangrentos.
A Aliança é composta por: Humano, Elfo Noturno, Anão, Gnomo, Draenei e Worgen.
Esse livro me deixou muitíssimo animada. Tentarei, brevemente, passar alguns acontecimentos que podem fazer vocês se interessarem. Pois vale a pena a leitura. Mesmo para quem não joga.


O roubo de um artefato extremamente valioso e perigoso, se cair em mãos erradas, dá inicio a história. Aqui conhecemos Kalecgos, o líder da Revoada dragônica Azul, que sai em busca da Iris Focalizadora. O dragão pode sentir o artefato se mover, por isso tem uma chance de encontrá-la, mas vai precisar de ajuda. É aí que entra a personagem principal.
Jaina Proudmore é a governante de Theramore. Ela é uma feiticeira humana, muito habilidosa. Diplomata, ela sonha em selar a paz entre a Hora e a Aliança. As primeira impressões que temos de Jaina é a de uma mulher inteligente, forte e pacifista. A história de Jaina é extensa e não há todos os detalhes do que se passou com ela no livro, por isso é indicado depois pesquisar sobre sua biografia.
(No final do livro tem as dicas de leituras complementares, o chato mesmo é que a maioria não tem em português)
Em outra parte o Líder da Horda, Garrosh Grito Infernal, está juntando um exército para atacar a Aliança. É um personagem fácil de odiar. Até mesmo alguns de seus aliados da Horda não concordam com algumas de suas atitudes. E, apesar de ser o vilão, é um vilão que eu gosto de odiar.

– Algo nos ameaça há muito tempo, algo que devemos extirpar sem misericórdia. Uma ameaça que paira sobre nós há anos e para a qual fomos, até agora, cegos, totalmente acreditando que tolerar um pouco de vergonha não faria mal à grande Horda. Eu disse antes e digo outra vez, qualquer vergonha é vergonha demais! Qualquer injúria é injúria demais! Não vamos mais admitir isso!
(Garrosh)



Alguns outros importantes personagens da Horda tem destaque, mas o tauren Baine Casco Sangrento me conquistou. Sua lealdade esta com a Horda, porém, ele deseja o fim da Guerra e não admite os exageros de Garrosh, porém ele acredita que abandonar a Horda pode ser pior.

Quando Guardanorte cai, Jaina decide pedir ajuda. Unir os exércitos da Aliança para defender Theramore, já que esse é o próximo alvo da Horda. Enquanto isso, Kalecgos ainda sente a presença da Íris Focalizadora, mas ela se move rapidamente, e ele percebe que isso ocorre para que o seguidor do artefato, fique cansado de segui-la. Por isso ele decide colaborar com Jaina, em Theramore.
Falando um pouco de Kalecgos. O dragão foi uma descoberta agradável para mim. Quando em terra, ele transforma-se em meio-elfo. Conforme o livro avança, Kalecgos cria fortes sentimentos por Jaina. É um personagem apaixonante, fácil de conquistar as leitoras femininas. Li algumas resenhas feitas por homens, e não vi negativismo relacionado a esse romance de Kalecgos e Jaina. Vale dizer que esse romance não é explícito. Muitas vezes há algumas cenas que me derreteram o coração, e torcendo para que houvesse um final feliz para eles.


Kalec se transformou tão rápido que Jaina se engasgou. Onde um segundo atrás tinha estado um belo meio-elfo, subitamente havia um imenso dragão azul, não menos belo, a seu modo, mas poderoso e assustador […] Belo, mortal, perigoso, glorioso. O dragão era tudo isso. […] Kalecgos girou a cauda adornada com espigões que mais pareciam sincelos, virou sua imensa cabeça recoberta de chifres, o pescoço sinuoso, e cruzou o olhar com o de Jaina.
Uma Piscadinha.
Ele era Kalecgos, o poderoso dragão, o antigo Aspecto. E também Kalecgos, o bem humorado, perspicaz amigo que tinha ensinado a ela a verdadeira beleza e magnificência inerentes à magia.
Kalecgos tem medo que a Horda tenha roubado a Íris Focalizadora. Se isso ocorresse poderiam usar o artefato na Guerra contra a Aliança. E isso causava-lhe pavor, pois a vida de todos estaria em risco.
Depois de uma espera cansativa da Horda, finalmente Garrosh decidiu marchar. As cenas da Horda são sempre muito emocionantes, é um bom exercício para o cérebro imaginar as diferentes raças, marchando em direção a Guerra. Mas não é tão difícil quanto se pensa.


– Afinal, só pode haver um vencedor nessa Guerra.
(Garrosh, Grito Infernal)

Daqui para frente, o livro toma uma abordagem decisiva até o final, a guerra é mais destacada, e fica cada vez mais difícil de explicar, sem tirar a emoção da surpresa, o que acontecer. O futuro de Theramore esta cada vez mais incerto. E para quem é jogador, já sabe o que acontece. Porém, estou dedicando essa postagem para leitores que não conhecem a história que se passa no jogo. Porque, como eu disse, há muitos detalhes que não são descritos no livro Marés da Guerra, mas mesmo para quem não joga, é possível gostar de sua leitura.

Aqui chega a hora de descobrir se esse livro merece sua atenção ou não.
As informações que eu passei são pequenas diante da historia narrada por Christie Golden. Eu confiei nas escolhas dela, com os acontecimentos futuros e como eu reclamei em certos momentos. Meu twitter e o meu facebook estão de prova.
Certamente, cada um que ler a história, terá uma interpretação diferente. Eu estou com o gostinho de quero muito mais. Espero ansiosa que sejam traduzidos os outros livros, até lá eu vou dar uma passadinha em Azeroth e jogar com minha Draenei, Xamã.
E como escritora de fanfics, vou dar inicio ao meu Team Kalecgos, porque preciso libertar minha mente de muitas ideias.


(As imagens foram retiradas do site Google imagens, alguns trechos do livro foram adicionados para melhor descrição, mas não tenho nenhuma autorização de reprodução.)


sábado, 19 de janeiro de 2013

Cópias, plágios e os créditos...cadê?

Um dia, Chacrinha disse a seguinte frase: Na televisão, nada se cria, tudo se copia.
O apresentador morreu em 1988, aos 70 anos de idade. Mesmo 25 anos depois de sua morte, o comunicador nunca esteve tão atual com sua frase.
Agora veja como fica assim:
Na internet, nada se cria, tudo se copia.

Concorda que essa frase esta terrivelmente correta? Nada me deixa mais desanimada em ver (no caso ler) artigos de outros sites copiados sem edições, e ainda pior, sem informar quem é o autor original, que teve todo um trabalho de fazer pesquisas para que o conteúdo fosse verídico e confiável. Mas acabam perdendo sua validade, e as vezes a veracidade, depois que copiados por sites não muito confiáveis, ou já conhecidos por passar informação falsa.
Existem vários blogs neste formato.

Claro que existem alguns que repassam informações, com suas opiniões sobre o fato, ou simplesmente quer compartilhar um acontecimento importante para os leitores. Eu não vejo isso como algo ruim, apenas acredito que as pessoas deveriam ser mais honestas e darem os devidos créditos a quem merece.


Dentro desse assunto, quero também falar sobre as fanfictions.
Todos os dias, na moderação do site Nyah! Fanfiction, a qual eu sou moderadora, diversas denuncias de plagio são respondidas. Um bom exemplo são os textos completamente copiados de livros, com apenas os nomes dos personagens trocados. Alguns chamam de adaptação, eu chamo de plágio.
Um dia, uma pessoa me disse que odiava fanfictions. Simplesmente porque quem escreviam eram dementes sem cérebros, e sem ideias originais para escrever suas próprias histórias. Eu também fiquei chateada com isso (se é que você ficou agora) e não me recordo bem quais foram exatamente as palavras que usei como resposta, mas deixei claro que, as pessoas a qual ela chama de dementes, não tem o intuito de plagiar o autor original, ou roubar sua ideia. Mas sim uma forma que muitos encontraram para dar continuidade a um filme, série ou livro que já terminaram, ou que ainda esta em fase de criação. Quem sabe criar um final diferente para seu personagem favorito. Entre tantos outros motivos que leva um fã a escrever uma história.

Conheço pessoas que são extremamente metódicas ao escrever fanfictions. Levam muito a sério, porque, além de amar escrever, também tem um carinho grande pelo Universo criado por outra pessoa.
Por isso, acredito que é importante acrescentar a fonte das informações, mesmo que sejam irrelevantes, ou pequenas. E isso se estende principalmente para trabalhos escolares, onde alunos facilmente copia o texto em um site, cola e imprime.

Deve ser um pouco decepcionante, para um professor ler trabalhos escolares nesse formato. Enquanto estava no ensino médio, eu ainda não possuía um computador, internet. Isso foi em meados dos anos 2000 e 2001. Passava horas lendo livros para encontrar um simples texto. Enquanto hoje o CTRL+F já nos possibilita encontrar o que é desejado. Não digo que as vezes é muito útil, mas infelizmente essa facilidade acaba trazendo prejuízo para os mais jovens, deixando-os mais preguiçosos a leitura, ou menos curiosos em ler e descobrir coisas novas.

E futuramente, será minha filha nesse árduo caminho de pedras que é a escola, e as tentações de facilidade dispostas na internet. Mas o meu trabalho como mãe será instruí-la corretamente. E ao menos isso, eu posso garantir de que será feito.


*As imagens utilizadas foram retiradas do site Google imagens

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Três livros imperdíveis: Crianças protagonistas


Existem livros que marcam nossa vida. Muitos desses livros que me marcaram, nem foram livros enormes e sagas fabulosas. Foram pequenas histórias, e muitas vezes, bem singelas, mas com uma emoção por detrás das linhas.
Personagens infantis costumam nos emocionar. E é por isso que eu quero compartilhar três livros que ainda me deixa emocionada.




Livro: Os meninos da Rua Paulo
Título original: A Pál utcai fiúk (Húngaro)
Autor: Ferenc Molnár
Editora: Saraiva
Sinopse: Os garotos da Sociedade do Betume tinham duas importantes tarefas - manter o betume (símbolo da sociedade) sempre molhado, por meio da mastigação, e defender o grund, quartel general onde jogavam péla. Eis que os camisas-vermelhas, desterrados e, consequentemente, impedidos de jogar péla, declaram guerra à Sociedade e decidem tomar-lhe o grund. Do líder Boka ao soldado raso Nemcsek, a Sociedade do Betume se organiza para a grande batalha de Budapeste do começo do século. O que era brincadeira de criança transformou-se num belo retrato da infância.

As crianças dessa história realmente brincam como gente grande. Vale a pena ler o livro, que retrata a época de 1889. Foi publicado em 1907. Então é um clássico juvenil que, acredito eu, jamais vai sair de moda.




Livro: Meninos sem pátria
Autor: Luiz Puntel
Editora: Ática
Sinopse: No final dos anos 60, Marcão e sua família são obrigados a deixar o Brasil, para viver em outros países a árdua experiência do exílio.

Pense como foi para as crianças que, junto com seus pais, foram obrigados a abandonarem sua pátria, numa época em que pessoas desapareciam, e nunca mais voltavam. Esse livro fala sobre as mudanças de países e costumes, mas também, fala de um sonho, que é retornar para seu país.





Livro: Através do espelho
Título original: I et speil, i en gåte (Norueguês)
Autor: Jostein Gaarder
Editora: Cia. Das Letras
Sinopse: Essa é a história de Cecília Skotbu, uma menina que vive intensamente. As coisas que vai aprendendo ela anota num caderninho. Ali ela escreveu, por exemplo: "Nós enxergamos tudo num espelho, obscuramente. Às vezes conseguimos espiar através do espelho e ter uma visão de como são as coisas do outro lado. Se conseguíssemos polir mais esse espelho, veríamos muito mais coisas. Porém não enxergaríamos mais a nós mesmos". Cecília passa quase o tempo todo em seu quarto, deitada na cama. Ela está morrendo. Sua história é uma preparação para a morte e por isso é também um mergulho na vida. Ela morre como quem viaja, prestando atenção em tudo. Através de seu olhar profundo, o outro lado do espelho se torna um pouco mais claro para nós.

Como na própria sinopse já diz, a pequena Cecília tem pouco tempo de vida. Mas quem disse que o leitor esta preparado para isso quando acontece? Um pequeno livro, que me fez chorar.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Cyber leitores


Nos últimos anos a internet vem sendo cada vez mais um instrumento importante (será?) no dia a dia dos brasileiros. O Brasil ainda esta engatinhando em vista de outros países na questão de internet e sua capacidade de velocidade, ou utilização. A maior vantagem de se tirar da internet, acredito eu, é a facilidade de acesso a informações (Corretas e incorretas, a maioria das vezes). Mas não vim aqui discursar sobre os prós e contra da internet na vida das pessoas, aliás, vim sim, mas para falar sobre um assunto em especial. A leitura virtual.
Ler no computador é um pouco desconfortável para algumas pessoas, chega uma hora que minha cabeça pede um tempo. E eu dou esse tempo para ele. Principalmente após uma hora respondendo aos tickets no Nyah fanfiction.
Os sites de fanfictions, fóruns, e-books e redes sociais estão aí para nos mostra que cada vez mais nossos olhos estão voltados para uma tela de algum aparelho eletrônico.
Em dezembro de 2012, a grande loja virtual Amazon inaugurou sua versão brasileira. São mais de treze mil títulos em português, sendo mais de mil gratuito. Gostou? Se sim, tem ainda o Kindle, que é um tablet para leitura. Ele é pequeno, comparado ao tamanho de um lápis e que cabe no bolso, possui 2GB, wireless e uma bateria duradoura. Custa R$299,00 atualmente.
(Imagem retirada do site www.amazon.com.br)

Como eu já disse, no site há diversos títulos que variam de R$5,00 a R$30,00. Além dos gratuitos.
Sim, eu fiquei interessada em ter um desse. Eu gosto de aparelhos tecnológicos. Há algum tempo eu pensei em comprar um, logo que lançou, mas não o comprei e ganhei um Ipad.
O Ipad da Apple tem um preço mais salgado. Na faculdade ele era o meu salvador. Os livros, hiper pesados de Arquitetura teriam deslocado meu ombro por carregá-los. No Ipad, todos armazenados bonitinhos. Comprei alguns e-book em inglês e francês. Não saiu por mais de $20,00. Aqui no Brasil só um dos livros saía por R$190,00. Para uma estudante, não dava para comprar vários livros nesse valor.
Já no celular, eu não tenho o costume de ler, senão quando viajo ou estou em alguma fila longa. Eu não gosto muito de carregar meus livros na bolsa, porque geralmente saio com a minha filha Serena, e a bolsa fica cheia de coisas dela, e o livro pode amassar, sujar de leite e etc.
Não pense que eu não sou daquelas que ama cheiro de livro novo, pegá-lo em mãos e folhear as páginas. Ou, livros antigos, com suas páginas amareladas e capas duras. Eu adoro livros, de todas as suas formas, são mágicos pelo seu conteúdo e preciosos para as pessoas como valor sentimental.
Mas também adoro meus outros meios de leitura, como o notebook, celular, televisão, Ipad e etc. Eu só expandi as possibilidades de leitura. Algumas pessoas podem não gostar, mas eu utilizo essa tecnologia ao meu favor.