terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Três livros imperdíveis: Crianças protagonistas


Existem livros que marcam nossa vida. Muitos desses livros que me marcaram, nem foram livros enormes e sagas fabulosas. Foram pequenas histórias, e muitas vezes, bem singelas, mas com uma emoção por detrás das linhas.
Personagens infantis costumam nos emocionar. E é por isso que eu quero compartilhar três livros que ainda me deixa emocionada.




Livro: Os meninos da Rua Paulo
Título original: A Pál utcai fiúk (Húngaro)
Autor: Ferenc Molnár
Editora: Saraiva
Sinopse: Os garotos da Sociedade do Betume tinham duas importantes tarefas - manter o betume (símbolo da sociedade) sempre molhado, por meio da mastigação, e defender o grund, quartel general onde jogavam péla. Eis que os camisas-vermelhas, desterrados e, consequentemente, impedidos de jogar péla, declaram guerra à Sociedade e decidem tomar-lhe o grund. Do líder Boka ao soldado raso Nemcsek, a Sociedade do Betume se organiza para a grande batalha de Budapeste do começo do século. O que era brincadeira de criança transformou-se num belo retrato da infância.

As crianças dessa história realmente brincam como gente grande. Vale a pena ler o livro, que retrata a época de 1889. Foi publicado em 1907. Então é um clássico juvenil que, acredito eu, jamais vai sair de moda.




Livro: Meninos sem pátria
Autor: Luiz Puntel
Editora: Ática
Sinopse: No final dos anos 60, Marcão e sua família são obrigados a deixar o Brasil, para viver em outros países a árdua experiência do exílio.

Pense como foi para as crianças que, junto com seus pais, foram obrigados a abandonarem sua pátria, numa época em que pessoas desapareciam, e nunca mais voltavam. Esse livro fala sobre as mudanças de países e costumes, mas também, fala de um sonho, que é retornar para seu país.





Livro: Através do espelho
Título original: I et speil, i en gåte (Norueguês)
Autor: Jostein Gaarder
Editora: Cia. Das Letras
Sinopse: Essa é a história de Cecília Skotbu, uma menina que vive intensamente. As coisas que vai aprendendo ela anota num caderninho. Ali ela escreveu, por exemplo: "Nós enxergamos tudo num espelho, obscuramente. Às vezes conseguimos espiar através do espelho e ter uma visão de como são as coisas do outro lado. Se conseguíssemos polir mais esse espelho, veríamos muito mais coisas. Porém não enxergaríamos mais a nós mesmos". Cecília passa quase o tempo todo em seu quarto, deitada na cama. Ela está morrendo. Sua história é uma preparação para a morte e por isso é também um mergulho na vida. Ela morre como quem viaja, prestando atenção em tudo. Através de seu olhar profundo, o outro lado do espelho se torna um pouco mais claro para nós.

Como na própria sinopse já diz, a pequena Cecília tem pouco tempo de vida. Mas quem disse que o leitor esta preparado para isso quando acontece? Um pequeno livro, que me fez chorar.

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