quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Decifrando Carolina Herdy

Quero começar com um Feliz Natal para todos. Independente de sua religião, acredito que o Natal tenha uma simbologia especial, e seja lá no que você acredita, Feliz Natal.
Essa semana eu vou falar de um presente que eu recebi. Um presente não material. Foi uma conversa que eu tive com uma pessoa. Nessa conversa ela me esclareceu algumas dúvidas ao qual eu não possuía conhecimento. Esse presente me fez bem e quero compartilhar com vocês.

Costumo sempre visitar o site da Liga dos betas para compartilhar com os usuários do Nyah! Fanfiction os artigos que eles publicam. E então eu encontrei o texto da Carolina Herdy. O deficiente visual e a Liga dos Betas.
Nesse desabafo, Carolina conta rapidamente sobre sua entrada na Liga dos Betas do Nyah! Fanfiction. Até aí sem surpresas, mas Carolina é deficiente visual. Eu li o texto e fiquei com muitas dúvidas, entrei em contato com Carolina e então tivemos uma boa conversa.

Quando entrei em contato com ela, fiquei receosa de achar que sou uma intrometida, mas Carolina foi extremamente gentil em tirar minhas dúvidas.
Ela me contou que no site Nyah! Fanfiction existem outros deficientes visuais, e eu não tenho conhecimento de quantos ou quem são. Mas é algo que gostaria de saber.

“Sabe, conheço outro deficientes visuais que frequentam o Nyah e se sentem inseguros para participar mais como enviar reviews ou, postar histórias ou, até mesmo, participar da Liga. Por isso achei bacana eu tomar essa iniciativa.”

“Tive um descolamento de retina e perdi mais visão. Até então, eu tenho resquícios de claridade do olho direito. Enxergo apenas borrões descoloridos e indistinguíveis. Uso óculos porque a luz me incomoda profundamente, uma vez que, em uma das operações que precisei fazer para pôr a retina no lugar, retirei o cristalino. E eu tive uma má formação congênita, daí a visão limitada...”

E também gostaria de saber sobre sua escolaridade. Pode parecer bobagem, ou não, mas eu nunca tive um contato pessoal com um deficiente visual para fazer essas perguntas, que ao meu ver, é uma curiosidade geral. E a Carolina me deixou ainda mais curiosa depois disso.
“Terminei o ensino médio ano passado. Estudei em uma escola especializada em deficiência visual até 2009, o Instituto Benjamin Constant aqui no RJ, e cursei o ensino médio em uma escola regular. Fiz o ENEM também ano passado e não tive sucesso em conseguir uma vaga pra Letras, dada a imensa concorrência. Daí nesse ano eu tentei de novo, não só o ENEM, mas também outros vestibulares. Ainda não divulgaram a pontuação, mas eu estou bem confiante... Você não perguntou, mas eu acho bacana dizer que os vestibulares disponibilizam ledores – pessoas que leem as provas para nós – e o ENEM também disponibiliza a prova em Braille. Ah e sim, eu fui alfabetizada em Braille.”

(Máquina de escrever Braille)

Braille ou braile1 é um sistema de leitura com o tato para cegos inventado pelo francês Louis Braille no ano de 1827 em Paris.
O Braille é um alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em alto relevo. O deficiente visual distingue por meio do tato. A partir dos seis pontos relevantes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, números, sinais matemáticos e notas musicais. – Fonte Wikipédia.

Comentei com Carolina sobre eu não ter tido muito contato com deficientes visuais, senão na rua, em casos específico. Como por exemplo no ponto de ônibus, metrô, atravessando a rua e etc.

“Não te culpo por não ter contato com outros deficientes visuais. Somos muito reclusos às vezes. Aliás, uma pessoa que se julga "diferente" tende a ficar fechada com aqueles que são "iguais" a ela. Isso me incomoda, sinceramente. Acho que a acessibilidade poderia ser bem maior se todos tivessem mais contato com os que precisam dela.”

E claro, eu quis saber sobre seu futuro, no que ela pretendia trabalhar, já que deseja fazer a faculdade de Letras.

“Eu pretendo lecionar. A ideia é lecionar em universidades, mas o ensino médio não deixa de ser uma opção. Também pretendo escrever. Clarice Lispector disse, certa vez, que nunca se considerou uma escritora profissional. Acho que entendi o que ela quis dizer. Você me perguntou que carreira pretendo seguir e eu respondi. Mas pretendo escrever e publicar romances, quem sabe vender algumas crônicas.”

Essa conversa me fez bem, primeiro porque fiz amizade com alguém muito gentil. Eu adoro uma boa conversa. E também porque Carolina me deixou a vontade de falar sobre sua deficiência. As vezes você fica sem jeito de entrar nesse assunto com alguém que não tem intimidade, mas o melhor a fazer, quando não se sabe a resposta, é perguntar.
Em nenhum momento fiquei com pena de Carolina. Aqui eu encontrei uma pessoa bem segura e inteligente. Uma pessoa que não se limita, utiliza a tecnologia disponível para seu benefício próprio. Nós somos todos diferentes, mas essa diferença não pode nos afastar, ao contrário. Eu agradeço a oportunidade e estou pensando em chamar ela para ir almoçar lá em casa, já que moramos no mesmo estado. Aliás, queria muito reunir várias pessoas do Nyah! Fanfiction que moram no Rio de Janeiro para um encontrão, mas isso é um outro assunto.


Separei aqui alguns links para leitura complementar.

Revista Mundo Estranho – Como os cegos usam a internet?



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Guia ilustrado: O guia do Contador de Acessos

O guia do contador de acessos
por Kori Hime

O Michael Frank finalizou o tão aguardado Contador de Acessos.
Ele fez o trabalho dele e você deveria ir lá agradecê-lo. Agora eu vou colaborar com quem está perdido.

Primeiro passo: Entendendo como funciona

– O contador registra os acessos do índice (A página onde fica a capa, sinopse, notas da história) e capítulos da história. (Capítulos postados, não agendados). Ele não conta o acesso o autor da história.
– Os dados são atualizados diariamente. Ou seja, quando completar 24 horas, o sistema vai lançar os dados atualizados.
– O contador NÃO tem dados das visualizações PASSADAS. Os dados começaram a ser contabilizados na quinta-feira dia 12 de Dezembro. Isso significa que antes dessa data, NÃO TEMOS DADOS.

Como funciona o contador de acessos?
O acesso dos autores não é contado.
O acesso de pessoas sem cadastro é contado.
O acesso de pessoas com cadastro também é contado.

Para que serve isso Kori?
O nome já diz, conta o acesso da história (pausa para risada). Antes você só possuía os dados de quantos favoritaram, quantos comentaram, quantos acompanham. Agora você também vai saber quantas vezes visitaram sua história, isso leva você a pensar quais os capítulos são mais vistos, quais dias a história é mais acessada. Com essas informações pode melhorar ainda mais o seu desempenho.

Eu quero que mostre quem viu minha história.
Em respeito a privacidade de cada um, não será possível mostrar quem foi que acessou a história/capítulo.

Depressão pós-contador.
Eu vi que muitas pessoas ficaram deprimidas pois suas histórias possuíam números muito altos de visualizações, mas pouquíssimos comentários. (Em breve vou postar uma pesquisa sobre “pessoas que não comentam” mas até lá, vamos nos acalmar)

O contador de acessos não tá falando que X pessoas leram sua história e não comentaram porque são malvados. O contador está dizendo que X pessoas visitaram sua página naquele dia. O que eles fizeram, nem mesmo minha bola de Cristal tem o poder de saber.

E ainda tem o acesso de quem não é cadastrado no site. É por isso, que você precisa saber tirar proveito da ferramenta.

Como assim tia Kori?!

– Você vai saber quais são os dias da semana que sua história foi mais visualizada. Sabendo disso, pode postar sempre naqueles dias de maior audiência.

– Você vai saber quais os capítulos são mais visualizados. Sabendo disso, veja o que tem naquele capítulo que as pessoas tanto olham e se interessam.

– Você vai saber que as histórias antigas ainda possuem acessos. Sabendo disso, pode comemorar ou quem sabe fazer uma continuação daquela história, um bônus.

– Você vai saber que não está sozinho no mundo. (chora)


Tia Kori Hime eu não sei do que você está falando, onde está esse contador?
Vamos passar para o segundo passo logo.


Segundo Passo: Ilustração (Clique na imagem para ver maior)

Sigam as setas verdes: Lembram-se da página Minha Conta? Então, clique em seu lindo nome ali em cima (no meu caso Kori Hime) depois em Gerenciar Minhas histórias.



Esse é o comecinho da página Gerenciar histórias. Na imagem só dá para ver 14 histórias, e todas elas são antigas. A mais nova, finalizada em agosto, é A História de Sally Jackson.
Vejam, mesmo depois de finalizada, ela ainda tem um acesso legal.


Eu cliquei no número de acessos. Carregou a página do contador.
No dia 12/12


Dia de maior acesso, 15/12:


A lista com detalhes de quantos acessos por capítulo, vejam o índice:



Agora o mais engraçado. O capítulo final não teve nenhum acesso desde o dia 12, que foi quando o contador passou a salvar os dados:



Agora por curiosidade, a primeira história que eu postei no Nyah em 2008. Ela teve 3 acessos no índice.



Agora o gráfico da minha história mais recente no site. Vejam, o maior número de acessos, no sábado, foi justamente o dia em que eu postei o capítulo novo.


A seta azul mostra o número de comentários.
A seta vermelha mostra o número de Acompanhamentos.
E a seta amarela o número de visualização.


Ah! Kori Hime, não reclama, tá cheio de números aí.
Eu não estou reclamando, mas veja só outra imagem de uma história que postei ainda esse mês.
Posso ficar chateada agora? rs rs


Conclusão: Acredito que vamos nos surpreender mais com essa ferramenta. Não desanime, tente ler nas entrelinhas.


domingo, 15 de dezembro de 2013

Guia ilustrado: O guia do agendamento de capítulos

O guia do agendamento

por Kori Hime

Você vai viajar para um lugar sem internet? Já chorou com a mamãe e com o papai, mas eles não querem comprar o 4G plus? Vai ficar vinte dias longe do Nyah! Fanfiction? Tá com medo de quando retornar, seus leitores até se esqueceram de seu nome e da sua história? O mundo nunca mais será o mesmo? O céu azul ficará desbotado e os pássaros vão cantar músicas da Anita?

CALMA QUE NÓS TEMOS A SOLUÇÃO!

Se a situação hipotética pareceu ter sido retirada da sua vida, então meu caro amigo, você precisa continuar lendo esse guia ilustrado da Tia Kori Hime.


Situação hipotética: Eu tenho uma história com 05 capítulos escritos. Mas vou passar o Natal e Ano Novo em Judas perdeu as Botas, município perdido no sudeste do Brasil. O vendedor garantiu que o 4G Plus Master Blaster ia funcionar até embaixo da camada do pré-sal, mas ele não tem sinal nem no terraço lá de casa. Não queria que meus leitores achassem que eu os abandonei. O que eu faço?

(Clique nas imagens para ver melhor)

1) O primeiro passo.
Você precisa ter uma história postada no site. Não agendamos novas histórias, apenas capítulos novos.
Essa aqui é a minha história. Ela já foi publicada no site e agora eu tenho 05 capítulos prontos para agendar:


2) O segundo passo.
Para adicionar o capítulo que vai agendar, clique em: Minha Conta > Menu Autor > Gerenciar minhas histórias.
Siga as setas.


Agora estamos na página onde lista todas as suas histórias.
Continua seguindo as setas. A primeira opção é Postar um novo capítulo. Clique nela.




3) O terceiro passo.

Preencha com cuidado e atenção os campos indicados. Veja bem, você vai ficar longe por um tempo? Se sim, melhor avisar os leitores, certo? NADA DE CAPITULO DE AVISO! Informe nas notas da história. Leia as regras.
Preenchi tudo bonito e revisei.



4) O quarto passo.
Agora que a mágica acontece. Clique na opção Programar a postagem (Embaixo das notas finais)

Leia com atenção as opções:
Data: Você pode agendar para até sessenta dias.
Formato: dd/mm/aaaa
Horário: Selecione o horário. Formato 24 horas, horário de Brasília.

Importante: Você não pode agendar um capítulo para o mesmo dia. Por exemplo, hoje é dia 15/12. Só posso agendar capítulos a partir do dia 16/12.




5) O quinto passo.
Clique em: Veja como ficou.
Revise se está tudo de acordo com o que você deseja. Edite qualquer erro de digitação. Se estiver tudo OK, clique em "Assim está bom, registre o capítulo".



6) O sexto passo.
Vai carregar uma página como essa. Então o seu capítulo foi registrado com sucesso e será adicionado na data e hora em que você marcou.



7) O sétimo passo.
Para adicionar os demais capítulo, é só seguir os mesmo passos novamente.
Se deseja editar aquele capítulo que foi agendado, basta clicar na segunda opção Editar História.



8) O oitavo passo.
Essa é a página de Edição de História. Aqui pode editar os capítulos já publicados, inclusive o capítulo agendado. 



Parabéns, agora você pode viajar em paz!



domingo, 1 de dezembro de 2013

Decifrando o básico: Batizando seu e-mail – nickname e senhas

Muitas pessoas não levam tão a sério um simples cadastro em um site. Digitam qualquer nome, senha e e-mail. Pronto, cadastro finalizado, agora é só usar. Algumas pessoas levam pouco tempo para se arrepender disso. Outros, anos para se tocar de que gatinhacomilona92@hotmail.com não é um e-mail muito respeitável para anotar no guardanapo ou adicionar no currículo profissional.

Eu posso dizer que na minha geração (que tem o pezinho na casa dos trintas e bolinha ou já passou disso) sente ou já sentiu vergonha, muita vergonha, de seus nicknames ou e-mails nos falecidos: ICQ, Bate Papo Uol, Yahoo Messenger, Aol Messenger, MSN, Bate Papo BOL.

Em 1996, quando minhas irmãs e eu usávamos a internet (Na casa do meu pai, discada, só nos sábados à noite e domingo de tarde) tínhamos que ser criativas. Quatro adolescentes (Sim 4) e um computador. Então variava os nicknames: 4Girls, The Ladies, 4 Irmãs à toa, Nosso pai está lendo a conversa, Só conversamos com gente da nossa idade, e por aí vai.

Meu primeiro e-mail foi o camilasousafelacio@bol.com.br (Não existe mais)
Depois eu evolui para o famoso Hotmail e decidi usar meu apelido. Óh! Ela não se chama Milla nem Kori? Pois é.
E então o Gmail entrou na minha vida e eu nunca mais quis saber de outra coisa. Utilizo o Milla por que acabou se tornando um nome mais acessível e de fácil memorização, bonitinho para essa vida de escritora, blogueira (ruim), pessoa legal e etc. Inicialmente era apenas um L, mas a minha numeróloga disse que com double L os portões dourados da Vila do Você Venceu na Vida se abririam diante dos meus lindos olhos de caramelo (biscoito, chocolate).
Os portões ainda não se abriram, mas ainda sou jovem para desistir.

Mas vejamos, Milla Felacio não me constrange de nenhuma maneira. Kori Hime é meu pseudônimo (inútil porque todo mundo sabe quem sou, eu tenho consciência disso)
Como vou saber que isso vai me constranger daqui uns anos?
Vamos por partes, que é sempre mais gostoso.


A) Escolhendo o Nickname.

1) Nome próprio: O nome que papai ou mamãe registrou na certidão de nascimento
Quando usar: Para fins profissionais e Acadêmicos e ponto final.
Quando não usar: Meu amigo, não use seu nome de verdade se não quiser que seu pai ou sua mãe enfarte antes dos 40 anos sabendo que o sobrenome da família tá sendo usado como título de uma sala de bate papo de suruba no Uol. (Nesse caso usa o Pica das Galáxias, para as meninas é só mudar o prefixo)

2) Pseudônimos: O nome batizado por você mesmo.
Quando usar: Também para fins profissionais (Veja o caso da J.K. Rowling, publicou um livro usando seu pseudônimo e tava toda feliz até alguém dedurar ela) ou, como é meu caso, vida dupla na internet.
Exemplos: Kori, Kisa, Kaline, Anne, Nyuu, Myllaneza.

3) Fake: Não é seu nome real, não é um nome próprio normal, pode ser até o nome de um personagem de jogo, anime ou a fusão de um nome com o de um personagem, mas aceitável.
Quando usar: Geralmente em Fóruns, sites como o Nyah! Fanfiction, Twitter e etc. Não é uma regra a se seguir.
Exemplos: Sentinela, Elfman, Deadly Fortune, FranHyuuga, Solemn Hypnotic, CupCake Azul.

4) Fake Zuera Never end: A internet me ensinou que a Zuera never NEVER ends.
Quando usar: Usem para fins cômicos. Óbvio não?
Eu não vou dar exemplos porque não curto esse tipo de Fake.


b) E-mails e senhas

Você só precisa saber quando a zuera acaba (sim, ela tem fim quando os seus fundilhos estão na mira do seu chefe) por isso é bom aposentar o pikalustrosa93@avengers.org.
Na faculdade, lembro de um e-mail parecido com “hellokitty1991” um pouco vergonhoso? Sim ou Óbvio?

O mesmo com as senhas, vamos aposentar a combinação de seu aniversário, do aniversário da sua mãe, do seu pai, do seu cachorro. 1234 ou 4321.
Não informe sua senha com ninguém, nem com o Padre em uma confissão. Ninguém! Senha é igual cu, cada um tem o seu e cuida como bem entender.



Dica para a galera do Nyah! Fanfiction

– Quando for se cadastrar, pense com cuidado se vai usar seu nome real, porque mesmo que você edite depois, ainda vai aparecer o nome na listagem de nicks usados.
– Cuidado com os e-mails, não os abandone, sempre reforcem a senha. Não abra e-mails duvidosos, podem conter vírus.

– As senhas do site devem ser editadas esporadicamente e JAMAIS compartilhe com os amigos seu login e senha.


Fonte de pesquisa: http://fanfiction.com.br/
Os emails utilizados como exemplo foram criados por mim, qualquer semelhança com a realidade é um coincidência muito hilária.
Att
Kori Hime
Milla Felacio
Camila S. F. Jonssen 

O NaNoWriMo e a felicidade do mês terminar



Para quem não sabe – até mês passado eu não sabia –, o mês de novembro é marcado pelo evento National Novel Writing Month. Resumindo, um mês para escrever um conto. A meta de 50 mil palavras em um mês.
Ótimo. Sou uma pessoa que ama escrever, tenho muitas ideias por dia, posto fanfics frequentemente no Nyah! Fanfiction. Então o que poderia dar errado?
Absolutamente tudo.
E agora, o mês de novembro terminou. Eu escrevi vinte mil palavras e o meu arquivo de pesquisas tem mais de trinta mil palavras. Opa! Cinquenta mil. Pode ser?
Vamos por partes. Para saber o que aconteceu, eu vou rever o mês inteiro.
Primeiramente comecei a escrever uma semana depois do inicio de novembro. A escrita implica também na minha rotina diária, eu não vou descrever aqui o que eu faço desde que minha filha abre meus olhos às oito da amanhã, até o último minutinho que eu fecho os olhos quando não consigo mais lutar contra o sono, entre um comercial ou outro do History Channel.
O fato, é que no começo dessa semana, eu estava deprimida porque não dei conta desse desafio. Mas agora eu já estou conformada, até porque essa foi a primeira vez que participei. Tenho pra mim que foi pressão demais da minha cabeça.
A ideia geral é escrever, escrever e escrever. Eu escrevi, escrevi e escrevi. Só que eu escrevi várias coisas. Escrevi fanfics, escrevi artigos e guardei para mim, escrevi algumas ideias, escrevi uma carta para minha amiga que mora na Irlanda. Enfim.
Eu fugi do foco. Estava tão preocupada com detalhes pequenos da história, como sempre faço, que acabei não seguindo a proposta do evento. Não era como se eu fosse publicá-lo depois do natal, não é? Foi como levar um tapa na cara e um dedo gigantesco apontar na sua cara e falar: “Lero, lero!”
Mas agora que o mês acabou eu me sinto aliviada. Sinto vontade de escrever meu conto. E aquela ideia de que me sentia pressionada se esvaiu. Me libertei das correntes do NaNoWriMo.
É tão bom! Ah! Posso respirar aliviada e voltar escrever minha linda história.
Levarei essa experiência para o futuro.



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Top 10 - Casais Favoritos

Essa é a primeira TAG que eu respondo. Sempre leio no blog dos meus amigos suas TAG mas nunca participei. Mas essa me tirou até da minha rotina. (Se quiserem aqui esta a responsável por eu escrever meu top 10)
Antes de continuar leia o aviso:
Contém SPOILER

Top 10 - Casais Favoritos!


Como alguns sabem sou uma pessoa difícil de amar casais principais. Eu costumo sempre amar os que não dão certo ou que, segundo o autor ou criador, nunca vão existir. Então me esforcei bastante para fazer o TOP 10 Casais favoritos. Aqui vai:


Posição 10

Jaina Proudmoore & Kalec. – Marés da Guerra (Livro – Christie Golden )

Já comecei difícil. O livro Marés da Guerra é baseado no jogo World of Warcraft.
Kalecgos é o líder da Revoada dragônica Azul (UAU um dragão, ele assume sua forma humana quando necessário. LINDO!)
Jaina é uma feiticeira humana. Ele vem ao seu encontro em busca de ajuda para encontrar um artefato precioso e perigoso. Enquanto eu lia o livro, gritava da arquibancada para que rolasse um beijo. É um romance implícito criado pela Christie e até hoje eu não superei. Sou apaixonada por eles.


Posição 9
(Não se engane, essa carinha fofa samba no meu pobre coração: Anne Rice a responsável pelos melhores casais ficcionais inimagináveis)

Michael Curry & Rowan Mayfair & Lasher (OH WAIT) A hora das Bruxas I e II (Livro – Anne Rice)
Espera Milla, você está falando que tem um triângulo amoroso aí?
Você precisa ler os livros para entender. Michael é um dos personagens ficcionais masculinos ao qual me apaixonei não tenho vergonha na cara em dizer isso. E Rowan é sua paixão, logo, formam o casal que eu amo. E o Lasher? O que um espírito demoníaco tem a ver com tudo isso?
Ele é a cereja do bolo, é o que faz essa saga ser boa, é a causa para que eu ame e odeie Rowan.
Eu não consigo explicar, apenas ame como eu amo.


Posição 8
(Inshallah)

Latiffa & Mohamed – O Clone (Novela – Glória Perez)

Isso mesmo, uma novela. Esse foi um dos poucos casais que eu torci para permanecerem juntos do começo ao fim. E a dona Glória não fez feio. Manteve o amor dos dois intacto durante toda a novela. E apesar de ter tido algumas desavenças aqui e ali, o romance não foi abalado, como o da Jade. Chegou uma hora na novela que eu não sabia mais com quem a Jade devia ficar. Mas a Latiffa era um docinho, merecia ter seu marido só para ela. E as danças? Tão linda dançando.


Posição 7


Talbot Angelis & Russell Edgington – True Blood (série HBO)

Ah! Nada como um casal de vampiros homossexuais para alegrar minha vida.
Você realmente acredita que o Russell ama muito o Talbot quando ele morre. É tão triste. O Russel fica pirado e eu pirei junto, porque amava o casal.


Posição 6

Luiza & Dado – Malhação (Série – Primeira temporada 1995)

Quem assistiu a primeira e segunda temporada de Malhação levanta a mão \o/
Luiza é apaixonada pelo professor de judo, o Dado. Demora para eles ficarem juntos, mas eu torcia todo dia para que isso acontecesse. E finalmente aconteceu. Mas ela acaba indo embora (chora). Um tempo depois, ela dá notícias, está grávida e feliz. E o Dado manteve-se em seu papel de galinha da série.



Posição 5
(A responsável por minhas lágrimas ao ler seu livro, dona Roxane)

András & Elise – Immortales (Livro – Roxane Norris)

Eu sempre gosto dos casais que dão errado. A maior prova disso é András. Minha amiga Ro sabe como eu sou apaixonada por esse personagem e como eu sofri ao ler Immortales. András ama Elise que ama Edmundo. Mas que situação. Eles vivem um tempinho juntos, pouco, mas o suficiente para eu amar.



Posição 4

Magnus Bane & Alec Lightwood – Os instrumentos Mortais (Livro – Cassandra Claire)

É de conhecimento geral da nação que eu estou decepcionada com o rumo que a dona Cassandra deu para sua saga Instrumentos Mortais. Isso inclui o último livro lançado, ao qual eu não vou nem comentar. No entanto, Magnus e Alec formam o tipico casal ao qual você chora e vibra por qualquer motivo. Se eles não ficarem juntos no final eu vou em NY City dar uns tapas na cara daquela ruiva.


Posição 3

Valentino & Allister – Blind Star (Livro ainda em produção – Dafne Hruschka)

Eu não sei se posso falar desse casal, porque a Dafne ainda nem terminou de escrever Blind Star. Me perdoa meu amor, mas eu precisava colocar esses dois aqui, porque eu os amo de todo coração.
Valentino protege Allister com todo seu amor e aquele corpo de dois metros de altura e braços fortes e... Ok ok. Eu acredito que eles se completam e só. Aguardem para ver.



Posição 2

Kevin Arnold & Winnie Cooper – Anos Incríveis (Série – Tv Cultura)

(Chorando rios de lágrimas)
Comecei assistir essa série aos 8 anos de idade. Sabe aquela fase que você tá crescendo e tal? Então, eu era apaixonadinha por um garoto na escola e queria ser a Winnie da vida dele. Mas ele não era o Arnold da minha vida, tudo porque ele não gostava de mim. A primeira decepção ninguém esquece.
Esse casal Kevin e Winnie foi e ainda é o meu favorito. Só não está no primeiro lugar porque não ficaram juntos no final. Eu chorei tanto, mas tanto, que minha mãe fez uns 5 copo de água com açúcar e me proibiu de ver a reprise do final no outro dia na TV Cultura. (Ainda choro se assistir)


Posição 1

Byakuya & Renji (WAT) – Bleach (Anime – Tite Kubo)

Eu disse que era a rainha do contra. Tanto é que meu casal favorito ainda não foi confirmado pelo autor do manga. Ok! Eu não preciso de confirmação porque está tão descaradamente óbvio que eles se amam, então eu não preciso de ninguém falando que não existe isso. Porque no meu coração existe. (Papo de louca)
Eu me segurei até agora para não viajar na minha imaginação. Mas a verdade é que meus favoritos não existem, apenas na minha cabeça maluca. E o primeiro lugar vai para todos eles que não teve chance de mostrar o grande amor que os une. Nem que seja só na minha cabeça.


Aí vai alguns outros casais que eu acho o máximo:

Scarlett O'Hara & Rhett Butler (filme – E o Vento Levou)

Vivian & Edward (filme – Uma linda mulher)

Smaug & tesouro (Livro – O Hobbit)

Tony Stark & Pepper Potts (filme – Homem de ferro)

Charles Xavier e Eric Lehnsherr (filme – Xmen Primeira Classe)“Bromance, sei”

Vampira & Gambit (HQ – Xmen)


As regras:
- Linkar o blog que o indicou.
- Colocar o banner (acima).
- Fazer uma lista dos seus 10 casais preferidos da ficção (pode ser de livros, séries, filmes...).
- Indicar 5 blogs para responder.


(Não vou indicar ninguém, até porque não fui indicada, só quis participar rs)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Estrangeirismo do Bem, que mal tem?

(Imagem retirada do Google Imagens)


Hoje, 31 de outubro, mais conhecido como Dia das bruxas. Ah! Mas eu moro no Brasil, tecnicamente não posso comemorar uma festa pagã estrangeira (Chora). Tenho que me contentar com o Saci Perere. (Em 2005, foi instituído o Dia do Saci no Brasil, comemorado no dia 31 de outubro, a fim de restaurar as figuras do folclore brasileiro, em contraposição a influências folclóricas estrangeiras, como o Dia das Bruxas.)

Eu não odeio o Saci, nem a mula sem cabeça ou o Curupira (mentira, eu não gosto do Curupira), mas voltando ao Saci, pesquisando um pouco por aí você descobre que ele sofreu influência da mitologia Africana e Europeia. Então parem de se gabar de que o Saci é todinho folclore nacional. Resumindo ele é assim como todos nós brasileiros, olha só que legal. Posso ser prima do Saci, já que tenho parentesco com Italianos, Africanos e Portugueses... além, é claro, dos índios Botocudos e Guaranis.


Vamos lembrar de outras datas “importantes” que o Brasileiro ama e que... Surprise, Surprise! É de origem estrangera: Ano Novo, Natal, Carnaval, Corpus Christi, Páscoa, Dia de finados.
Eu acredito que as pessoas merecem (devem) conhecer culturas diferentes.
E celebrá-las também? Sim, porque não? Os gringos não vem aqui comemorar com a gente nosso Carnaval tipicamente brasileiro? Vamos fazer um troca-troca de folclores.
Antes de reclamar das pessoas que estão se divertindo em festa de Halloween em nosso Brasil varonil, pense em cancelar aquela ceia de Natal com peru recheado e amigo oculto, desista da viagem para Salvador no carnaval ou quem sabe, abra mão dos fogos de artifícios em Copacabana.


E só para constar, minha lenda favorita do nosso folclore é da Vitória Régia. Se quiser ler, veja aqui.

domingo, 14 de abril de 2013

Resenha: Percy Jackson e os Olimpianos


Autor: Rick Riordan
Gêneros: Fantasia, Aventura
Lançamento do primeiro livro no Brasil: 21/11/2008









Um breve começo...
Finalmente, depois de anos, eu me rendi a saga de Percy Jackson e os Olimpianos. O primeiro livro eu li em menos de 12 horas. E quando terminei pensei: Mas porque eu não li isso antes?
Não sei, às vezes você simplesmente não está pronto ou não se sente motivado para uma determinada história. Acho que todo mundo já passou por isso, seja com livros, músicas, filmes... animes.
Os quatro últimos livros eu li essa semana, todos em tempo recorde.
Mas o que esse livro infanto juvenil tem de tão bom?
Eu tenho várias teorias. Conheço pessoas que amam, e aquelas que não gostaram tanto, e também as que ainda não se sentiram motivados a ler e conhecer.
Então, depois de ler, eu fiz o que qualquer leitor faria: fuçar a vida do autor.
Rick Riordan é professor de Inglês e História. Mas agora ele se dedica a seus livros, claro.
Ele contava histórias para o filho antes dele dormir. Diz que assim nasceu Percy Jackson. Eu fico aqui me perguntando se algumas das histórias que conto para a minha filha será de ajuda no futuro.
Riordan também escreveu outros livros e meu queixo caiu quando eu vi que um deles falava sobre Egito. É especialmente uma das minhas paixões históricas, estou ansiosa para ler As Crônicas dos Kane.


A Saga

A saga Percy Jackson e os Olimpianos possui cinco livros. Ela conta a trajetória de Percy Jackson, o meio-sangue filho do Deus dos mares Poseidon e Sally Jackson, uma mortal. Como na mitologia grega, os deuses do Olimpo ainda estão presentes no mundo atual, e claro, procriando. Percy é um rapaz de doze anos que tem dislexia e TDAH (transtorno do déficit de atenção-hiperatividade). Ele possui um currículo escolar muito ruim, todos os anos muda de escola. Coisas estranhas sempre acontecem, ate que descobre que é um meio-sangue, quando sua professora de matemática tenta matá-lo. E não é na prova final de matemática, é virando um monstro mesmo. Ele é salvo graças a uma caneta, presente de seu pai. (Como assim uma caneta!!!!)
A partir de então, Percy descobre que o Olimpo é real, e que eles residem em Nova Iorque, mais especificamente no Empire State, seiscentésimo andar.
Percy então é escoltado para o Acampamento Meio-sangue, pelo amigo
Grover, um sátiro. (Sátiro é um ser da natureza, metade homem, e metade bode. Grover é um dos meus favoritos de toda a saga)
O acampamento Meio-sangue fica após uma colina e possui barreiras mágicas de proteção, mantendo monstros e mortais afastados. Lá é onde as crianças dos deuses recebem treinamento e ajuda. Passam o verão e algumas vivem lá o ano todo por não ter para onde ir.
Os deuses gregos aparecem adaptados para o mundo atual, o que proporciona muita risada. Imagine o deus do vinho, Dionísio, jogando Pac Man e bebendo Diet Coke. São cenas como essa que te fez devorar o livro.
Assim como na mitologia, os filhos dos deuses, possam por treinamento, e por provações dos deuses. E são bem legais, falando de um modo mais simples. Existe uma grande profecia que só é revelada no último livro, O Último Olimpiano. A única coisa que sabemos é que, por conta dessa profecia, os três grandes deuses (Zeus, Poseidon e Hades) fizeram um juramento de não ter filhos com mortais. Ou seja, nada de pular a cerca.
Mas espera, o Percy é filho de Poseidon. Sim, que coisa. Poseidon quebrou sua promessa e pulou a cerca. Manteve o filho em segredo por alguns anos, até quando precisou da ajuda dele.
Isso leva a outra parte interessante da história que é importante para os acontecimentos futuros. Cada meio-sangue é reclamado pelo seu pai ou mãe, os deuses do Olimpo.
Mas nem todos são reclamados. Muitas crianças passam suas vidas sem saber quem é seu verdadeiro pai e mãe. Logo no primeiro livro, quando li sobre isso, fiquei chateada com os deuses. Imagina os filhos deles então?
Rick criou personagens super cativantes, você acaba se apaixonando até pelos vilões.
Uma das coisas que mais gostei também foram as cenas de ação. E são muitas. Percy e os amigos travam lutas com demônios e monstros o tempo todo. O tempo todo há acontecimentos importantes pipocando pelas páginas, que é o que te deixa com os olhos fixados no livro.
A história não fala somente de deuses e profecias, mas esta ligado aos problemas familiares, emocionais e os sonhos de cada um. Os personagens são jovens e já tem um fardo grande nos ombros.
O desfecho da história foi satisfatório. Rick, em uma entrevista, disse que queria ter escrito mais histórias sobre os personagens, que queria utilizar mais histórias mitológicas gregas. Mas ele sempre soube que aquela saga teria apenas cinco livros. O que eu acho legal da parte dele. A história teve um começo, meio e fim. Agora, temos uma nova saga (Os heróis do Olimpo) onde a nova profecia foi revelada e novos personagens foram criados para dar continuidade as aventuras. Estou animada para ler essa saga, mas no momento, quero ficar um pouquinho mais com a narração de Percy na minha cabeça.
Declaro aqui a minha fascinação pela obra de Rick Riordan.

Quando olhei para cima, o sinal já estava desaparecendo, mas ainda pude distinguir o holograma de luz verde, girando e cintilando. Uma lança de três pontas: um tridente. [...]Por toda a minha volta, os campistas começaram a se ajoelhar, até mesmo o chalé de Ares, embora não parecessem muito felizes com isso. [...]Poseidon – disse Quíron. – Senhor dos Terremotos. Portador das Tempestades. Pai dos Cavalos. Salve, Perseu Jackson, Filho do Deus do Mar. (Trecho do primeiro livro: O ladrão de raios)

+1up

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ela não sabe mentir



Maria não sabe mentir.
Maria não sabe mentir para quem ela só espera a verdade.
Mas Maria tem medo da verdade. Porque nem sempre ela é agradável.
A verdade pode magoar, doer e fazer chorar.
Maria quer somente verdades boas.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Onde você lê?


Um bom livro, um suco ou café. Uma rede ou sofá. Final de tarde ou inicio da manhã. Ouvindo música, ou ouvindo os pensamentos. Se imaginou em algum lugar assim?
Pois é.
Não é todo mundo que tem um tempo livre para sentar na varanda de casa e ler um livro inteiro sem se preocupar com a vida. A verdade é que as pessoas estão cada vez mais atarefadas e sem tempo para fazer algo como sentar na rede e ler um livro.
Você se encaixa nesse grupo? Eu também. Apesar de não trabalhar fora de casa no momento, o tempo é escasso, e eu divido ele com diversas tarefas. E a leitura só ganha um pedacinho, que é geralmente a noite quando minha filha vai dormir e finalmente eu posso sentar no sofá e ler, ler e dormir com a cara em cima do livro.
Mas não é somente a noite, quando a casa esta silenciosa, que dá para ter uma boa leitura. Alguns dias a trás perguntei no Twitter e Facebook onde as pessoas costumavam ler, e a maioria respondeu ônibus/trem/metrô.

Certas pessoas passam mais de uma hora no ônibus e com certeza ficar na companhia de seus personagens favoritos é uma hora muito bem aproveitada.
Eu sou o tipo de leitora que não se contenta em correr os olhos através das palavras e mergulhar completamente na leitura, ficando quase num estágio de meditação. Ao contrário disso, eu falo com os personagens, gesticulo, reclamo, choro e brigo. Sabe, como a nossa mãe faz quando vê novela (a minha vê novela) e fala com a televisão. O último livro que li no ônibus (Immortales da Roxane Norris – já fiz resenha aqui) chorei e me descabelei num capítulo. Todos pararam para olhar minha reação.

Alguns mitos referente a leitura noturna, leitura no ônibus entre outras já foram esclarecidas.
Principalmente aquela famosa regrinha de não poder ler no ônibus porque faz mal para vista ou causa descolamento de retina. Eu fui atrás da opinião de quem entende do assunto e encontrei essa nota de um oftalmologista:
“O máximo que a pessoa pode ter é enjoo e dor de cabeça com leitura no trânsito. O risco de descolamento de retina de quem está lendo é o mesmo de quem não está. Pode acontecer caso ocorra uma freada brusca e se a pessoa tiver uma lesão predisponente”
André Souza Soares Maia – site Unimed RJ
Também há aquele probleminha com a leitura em computador, tablets e celulares. Vista cansada, olhos avermelhados, dores no pescoço., dor de cabeça. Alguém já sentiu? Talvez seja a hora de procurar a ajuda de um especialista :D

segunda-feira, 4 de março de 2013

(Poesia) Prego de Preguiça


Prego de Preguiça

Prega a peça, prega o que?
Prego a paz não sei de quê.
Prego o prego na parede.
Prego a paz na minha rede.

Pegue o barco sem a vela.
Pague o preço da tabela.

Perco a hora e perco o dia.
Perco em peso hora e dia.

Pinto o pássaro da janela.
Rezo um pai, sem mãe, sem ela.

Pago um pato ou dois sem saber.
O pato que foge pra viver.
Ponho a mão na cintura.
Finjo zanga e perco a postura.

Passo o dia no jardim.
Sem os amigos, só para mim.
Perto ou longe, sem demora.
Prego o prego da gaiola.
Na parede bem rachada.
Sem prego de aço, sem ouro, sem nada.

O periquito não ficou.
Fugiu, voou e não voltou.
Prender não dá, melhor soltar.
Melhor deixar pra lá.

Pregou a tela na varanda.
Sofria tanto, se chorar reclama.
Um nó na rede ajudou.
Deitou ali e cochilou.
Pegou no sono, e nem notou.

Brigada forte, era o que havia.
Dia e noite,
Noite e dia.
Perdeu no grito, o grito dela.
Saiu batendo as panelas.

Passou ao lado de uma rosa.
Pisou,
Que medo! Minha nossa!

Perdido e solto, sem destino.
Calado e triste, como um menino.
Pedindo ajuda, sem falar nada.
Sofrendo horrores naquela praça.

Pintou a boca com tinta azul.
Parecendo um pato de bico nobre.
Perdido ou achado, ninguém notou.
Voltou pra casa do jeito que a deixou.

Pregado e triste, caiu no chão.
Com frio, com fome e sem proteção.

De dia acordou, como um prego torto levantou.
Passou pra dentro da casa.
Pousando de graça.
Sem passo, sem pata.
Sem tempo e sem raça.

Pregado só por essa noite.
Pregando o dia, pregando a noite.

Pintou bem cedo com aquarela.
Um prego prata na janela.
Brincou então de pique esconde.
Perdeu-se lá, não sei aonde.


(Milla Felacio - postado também no Nyah Fanfiction)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Pequena, pequena Maria


 Pequena, pequena Maria


Maria procurou por um psicólogo, ela precisava de ajuda para tomar uma decisão importante em sua vida. Pôs as cartas na mesa, e o profissional deu tudo de si para ajudar a paciente, usado seus conhecimentos. Porém, Maria saiu do consultório ainda confusa e sem uma decisão tomada.

Maria tem medo errar.
Ela não fala o que pensa, para não magoar as pessoas. Ela nunca reclama com seu chefe, com medo de perder o emprego. Ela não expões suas opiniões, porque tem medo de que as pessoas riem dela, caso esteja errada ou ninguém concorde com o que disse. Maria não escreve, porque não acha que os outros vão gostar do que vão ler. Maria não dança, porque não tem muita desenvoltura. Maria não vai a academia, porque tem vergonha de seu corpo. Maria não namora, porque não encontrou o homem ideal. Maria não gosta de novelas, porque se irrita com a caracterização do povo brasileiro. Maria não lê revistas de moda, porque nunca poderá comprar aquele vestido caro. Maria não canta em voz alta, nem no chuveiro, porque acha sua voz muito ruim. Maria não vai a praia, tem vergonha de que olhem para seu maiô retrô. Maria não lê livros, porque não gostou da sinopse.
Maria não pensa, tem medo de chegar a conclusão certa.

Milla Felácio

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

(1) Email de Protesto a caminho


 Em 1992 eu estava com oito anos de idade, estudava em uma escola pública, fazia a terceira série nessa época. Minha mãe trabalhava como empregada doméstica em casa de família. Eu morava em um barraco de madeira de um cômodo e banheiro, de frente para a Marginal do Rio Tiete, em São Paulo. Naquele ano, o presidente em vigor era Fernando Collor de Mello.
Esse foi um ano importante para a história política do nosso país. Mas parece que caiu no esquecimento do povo.

Hoje, 2013, recebi um e-mail sobre a petição Fora Renan. Não assinei a petição, e não sei porque recebi esse e-mail. Mas recebi, e também já excluí. Você pode achar babaquice porque eu não assinei, que eu não quero fazer minha parte. Eu faço minha parte. Como cidadã eu respeito as leis, pago impostos e voto. Leio, estudo e pesquiso o candidato antes de votar. Não conheço a validez que uma petição online pode ter, por isso, acho que precisa de mais esclarecimentos.
Mas voltando ao passado.
Fernando Collor foi eleito presidente em 1990, com críticas muito sérias sobre sua eleição. No decorrer do mandato, em 1992, seu irmão, Pedro Collor apresentou documentos como provas sobre a corrupção: enriquecimento ilícito, evasão de divisas e tráfico de influência.
O país parou para ver o desenrolar dessa novela. Minha mãe, que fez campanha para Collor anos atrás, ficou chocada e se sentiu culpada pelo o que fez. Mas ela era uma em um milhão.
A partir de então, com as acusações tomando conhecimento do povo, foi organizado um fórum contra o atual presidente, pedindo seu afastamento do poder.
Foram feitas manifestações com o pedido de “Fora Collor” sendo gritado nas ruas, e os rostos dos manifestantes pintados de verde e amarelo. Bandeiras do Brasil espalhadas pela cidade. Nas escolas, as professoras explicavam aos alunos o que tudo aquilo significava e porque a manifestação popular era importante.

Eu me recordo da professora pedir para pintar a bandeira do país e escrever nossos sonhos no lugar das estrelas. Não me lembro o que escrevi, mas quando estávamos na sala de aula, falando sobre nosso país, querendo ajudar de alguma forma, era como se uma força interior nos deixasse em alerta. Todo mundo se sentia especial por fazer parte daquilo.
Em casa, eu sentia a mudança também. Meus desenhos eram colados na parede do barraco por minha mãe. Alguns amigos dela participavam das manifestações. Eu era muito nova, mas compreendia perfeitamente o que acontecia. Fui instruída por minha mãe a pensar com a minha própria cabeça. E entre um desenho do pica-pau e outro dos Ursinhos carinhosos, as informações sobre os protesto, não somente em São Paulo mas também em outras cidades, tomavam parte da televisão. E minha infância era bombardeada com política. Eu poderia ignorar, mas não podia.
O pedido de impeachment foi entregue a Câmara no dia primeiro de setembro de 1992.


O Vale do Anhangabaú, em São Paulo, foi palco da celebração quando os votos foram contados, e Collor estava mesmo fora.
As pessoas passam por ali todos os dias, mas quando eu passo por lá, consigo me lembrar do barulho dos protestos, bandeiras, um aglomerado de pessoas explodindo. Só fui ver isso novamente, quando o Brasil ganhou a Copa em 1994. Situações bem diferentes.

Estamos aqui em 2013, a era da comunicação rápida. Protestos pipocando do sofá de casa. Pessoas namorando pela webcam, fotos na frente do espelho sendo compartilhadas e curtidas. Pessoas criando petição na internet. Alguém postando em blog sua indignação, e outros o achando mais otário ainda.
O Brasil já se mostrou muito capaz de lutar por seus direitos, e o cumprimentos dos deveres políticos. Mas a internet nos deixou burros? Moles? Preguiçosos? Ou apenas nos contentamos com os acontecimentos atuais? E se nossa voz no facebook não for tão curtida e compartilhada, a gente tenta outra hora.
Eu sei que, para ser ouvido, é necessário gritar. Gritar alto para todo mundo ouvir. Digitar, talvez não seja a melhor saída. Deixar o aconchego de sua casa, para a realidade, pode ser a alternativa que faltava. E quando isso acontecer, eu também irei participar e assim, já com idade suficiente, poderei pintar minha cara como fizeram pessoas que me orgulho muito, há vinte anos atrás.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Resenha Marés da Guerra


Há alguns dias passeando por uma livraria encontrei uma pilha de livros na área de lançamentos que fez meu marido e eu quase chorar de emoção.
O motivo de tanta emoção? Este é um dos livros de World of Warcraft. Marés da Guerra, da escritora Christie Golden.
Para quem não conhece, World of Warcraft é um MMORPG. Um jogo online, onde os usuários podem criar personagens e explorar o mundo de Azeroth. Os livros não possuíam ainda uma tradução para o português, mas acho que depois do sucesso de alguns livros sobre jogos, devem ter decidido nos dar esse presente. (Essa não é uma informação confirmada, e sim uma opinião pessoal)
Infelizmente, para quem não conhece o jogo, a leitura inicial é um pouco confusa. Mas após alguns acontecimentos importantes como por exemplo: a Horda marchando em direção a Fortaleza da Guardanorte, o texto torna-se mais compreensível e a cada capítulo você quer ler mais.
Para entender melhor a Horda e a Aliança são rivais no jogo. No livro não seria diferente. A Horda é composta pelas seguintes raças: Orc, goblin, Mortos vivos, Tauren, Troll e Elfos Sangrentos.
A Aliança é composta por: Humano, Elfo Noturno, Anão, Gnomo, Draenei e Worgen.
Esse livro me deixou muitíssimo animada. Tentarei, brevemente, passar alguns acontecimentos que podem fazer vocês se interessarem. Pois vale a pena a leitura. Mesmo para quem não joga.


O roubo de um artefato extremamente valioso e perigoso, se cair em mãos erradas, dá inicio a história. Aqui conhecemos Kalecgos, o líder da Revoada dragônica Azul, que sai em busca da Iris Focalizadora. O dragão pode sentir o artefato se mover, por isso tem uma chance de encontrá-la, mas vai precisar de ajuda. É aí que entra a personagem principal.
Jaina Proudmore é a governante de Theramore. Ela é uma feiticeira humana, muito habilidosa. Diplomata, ela sonha em selar a paz entre a Hora e a Aliança. As primeira impressões que temos de Jaina é a de uma mulher inteligente, forte e pacifista. A história de Jaina é extensa e não há todos os detalhes do que se passou com ela no livro, por isso é indicado depois pesquisar sobre sua biografia.
(No final do livro tem as dicas de leituras complementares, o chato mesmo é que a maioria não tem em português)
Em outra parte o Líder da Horda, Garrosh Grito Infernal, está juntando um exército para atacar a Aliança. É um personagem fácil de odiar. Até mesmo alguns de seus aliados da Horda não concordam com algumas de suas atitudes. E, apesar de ser o vilão, é um vilão que eu gosto de odiar.

– Algo nos ameaça há muito tempo, algo que devemos extirpar sem misericórdia. Uma ameaça que paira sobre nós há anos e para a qual fomos, até agora, cegos, totalmente acreditando que tolerar um pouco de vergonha não faria mal à grande Horda. Eu disse antes e digo outra vez, qualquer vergonha é vergonha demais! Qualquer injúria é injúria demais! Não vamos mais admitir isso!
(Garrosh)



Alguns outros importantes personagens da Horda tem destaque, mas o tauren Baine Casco Sangrento me conquistou. Sua lealdade esta com a Horda, porém, ele deseja o fim da Guerra e não admite os exageros de Garrosh, porém ele acredita que abandonar a Horda pode ser pior.

Quando Guardanorte cai, Jaina decide pedir ajuda. Unir os exércitos da Aliança para defender Theramore, já que esse é o próximo alvo da Horda. Enquanto isso, Kalecgos ainda sente a presença da Íris Focalizadora, mas ela se move rapidamente, e ele percebe que isso ocorre para que o seguidor do artefato, fique cansado de segui-la. Por isso ele decide colaborar com Jaina, em Theramore.
Falando um pouco de Kalecgos. O dragão foi uma descoberta agradável para mim. Quando em terra, ele transforma-se em meio-elfo. Conforme o livro avança, Kalecgos cria fortes sentimentos por Jaina. É um personagem apaixonante, fácil de conquistar as leitoras femininas. Li algumas resenhas feitas por homens, e não vi negativismo relacionado a esse romance de Kalecgos e Jaina. Vale dizer que esse romance não é explícito. Muitas vezes há algumas cenas que me derreteram o coração, e torcendo para que houvesse um final feliz para eles.


Kalec se transformou tão rápido que Jaina se engasgou. Onde um segundo atrás tinha estado um belo meio-elfo, subitamente havia um imenso dragão azul, não menos belo, a seu modo, mas poderoso e assustador […] Belo, mortal, perigoso, glorioso. O dragão era tudo isso. […] Kalecgos girou a cauda adornada com espigões que mais pareciam sincelos, virou sua imensa cabeça recoberta de chifres, o pescoço sinuoso, e cruzou o olhar com o de Jaina.
Uma Piscadinha.
Ele era Kalecgos, o poderoso dragão, o antigo Aspecto. E também Kalecgos, o bem humorado, perspicaz amigo que tinha ensinado a ela a verdadeira beleza e magnificência inerentes à magia.
Kalecgos tem medo que a Horda tenha roubado a Íris Focalizadora. Se isso ocorresse poderiam usar o artefato na Guerra contra a Aliança. E isso causava-lhe pavor, pois a vida de todos estaria em risco.
Depois de uma espera cansativa da Horda, finalmente Garrosh decidiu marchar. As cenas da Horda são sempre muito emocionantes, é um bom exercício para o cérebro imaginar as diferentes raças, marchando em direção a Guerra. Mas não é tão difícil quanto se pensa.


– Afinal, só pode haver um vencedor nessa Guerra.
(Garrosh, Grito Infernal)

Daqui para frente, o livro toma uma abordagem decisiva até o final, a guerra é mais destacada, e fica cada vez mais difícil de explicar, sem tirar a emoção da surpresa, o que acontecer. O futuro de Theramore esta cada vez mais incerto. E para quem é jogador, já sabe o que acontece. Porém, estou dedicando essa postagem para leitores que não conhecem a história que se passa no jogo. Porque, como eu disse, há muitos detalhes que não são descritos no livro Marés da Guerra, mas mesmo para quem não joga, é possível gostar de sua leitura.

Aqui chega a hora de descobrir se esse livro merece sua atenção ou não.
As informações que eu passei são pequenas diante da historia narrada por Christie Golden. Eu confiei nas escolhas dela, com os acontecimentos futuros e como eu reclamei em certos momentos. Meu twitter e o meu facebook estão de prova.
Certamente, cada um que ler a história, terá uma interpretação diferente. Eu estou com o gostinho de quero muito mais. Espero ansiosa que sejam traduzidos os outros livros, até lá eu vou dar uma passadinha em Azeroth e jogar com minha Draenei, Xamã.
E como escritora de fanfics, vou dar inicio ao meu Team Kalecgos, porque preciso libertar minha mente de muitas ideias.


(As imagens foram retiradas do site Google imagens, alguns trechos do livro foram adicionados para melhor descrição, mas não tenho nenhuma autorização de reprodução.)